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Definição

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Obesidade e saúde infantil:Segundo o estudo 2013-2014 da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, que contou com 18.374 crianças (uma das maiores amostras neste tipo de investigação): 33,3% das crianças entre os 2 e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas; apenas 40% das crianças participam em atividades extracurriculares que envolvam atividade física.
OCDE afirma que as crianças Portuguesas são das que têm maior carga horária e são ainda sobrecarregadas com, em média, 6 horas de trabalhos de casa por semana.
Em média as crianças passam 2,5 horas em frente a um ecrã, por dia.
"As nossas crianças estão fechadas, amarradas, em casa, não têm liberdade de ação. (...) A falta de mobilidade das crianças tem consequências na saúde e aproveitamento escolar. E Portugal está na cauda do grupo de 16 países analisados. (...) O estudo português concluiu que há alterações necessárias de políticas públicas “mais ousadas”, pensadas para as crianças para inverter a atual situação: políticas que permitam aos mais novos brincar e desfrutar do espaço exterior, que permitam uma maior harmonização entre a vida familiar, escolar e em comunidade, e políticas urbanas que incluam uma planificação "mais amiga" das crianças e as encare como parte integrante e participante da sociedade."
Os alunos que fazem exercício físico têm melhores resultados escolares, conclui uma investigação junto de três mil alunos realizada, ao longo de cinco anos, por uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa (FMH/UTL).
"Crianças do primeiro ciclo "trabalham" mais do que os adultos. (...) A vida das crianças a partir dos seis anos não pode funcionar só a partir da escola. A escola é muito importante, mas a educação informal e os momentos de lazer e o brincar são fundamentais."
"Estamos a criar crianças totós, de uma imaturidade inacreditável" Quanto mais recreio, mais atenção nas aulas. Quanto menos liberdade para brincar, maior o risco de acidentes."
"só metade das crianças é que tem atividade física fora da escola, sendo que, nos níveis socioeconómicos mais desfavorecidos, a percentagem de crianças que não pratica desporto disparou, passando de 36% (em 2002) para 80% (em 2009)."
"quanto mais tempo uma criança passa com gadgets, menos conectado está com a realidade e menor se torna a inteligência emocional dela. Tudo porque se perde a capacidade de introspeção, de autoconhecimento."
brincar dez minutos por dia parece reduzir os riscos de distúrbios comportamentais como hiperactividade, défice de atenção e agressividade. As autoras da iniciativa “Anos Incríveis” têm-se dedicado a estudar este tipo de problemas e a mais-valia das interacções entre pais e filhos, e defendem o conceito de parentalidade positiva como uma das estratégias para ter ganhos a longo prazo.
A brincadeira é um "alimento absolutamente essencial no desenvolvimento cognitivo".
"(...)a brincadeira ao ar livre e com possibilidade de correr e saltar liberta endorfinas e contribui para o cansaço saudável que as crianças precisam para estarem prontas a dormir um sono de qualidade" "O ensino formal é muito importante e devemos estimular as crianças para isso. Mas depois de cinco horas de atividade letiva, é preciso descansar e brincar."
"Brincar é património da humanidade. É obrigatório brincar todos os dias. (...) Quem não sabe brincar, não sabe pensar."
As questões relativas à segurança, obviamente importantes, não chegam para explicar a razão pela qual as famílias portuguesas usam tão pouco tempo em actividades de ar livre ainda que o clima seja favorável boa parte do ano."