Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Sobre os Grupos comunitários de Brincar

1.1 O que é um Grupo comunitário de Brincar?

É um Grupo de crianças (máximo 15) com idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos e que têm em comum o facto de viverem na mesma zona ou de frequentarem a escola dessa zona da cidade/ vila.

Um Grupo Comunitário de Brincar é monitorizado por, pelo menos 2 adultos; reúne, pelo menos 1 vez por semana, durante, pelo menos 2 horas.

Tal como o nome indica, o pretexto do grupo é o de reunir as crianças para brincar… ao seu ritmo, de acordo com a sua imaginação e vontade, sem programas estruturados pelos adultos. É um espaço para as crianças, em que os adultos participam apenas para garantir a sua segurança e gerir todo o processo.

1.2 Quero inscrever o meu filho. Onde se localizam os grupos?

Atualmente estamos a iniciar novos grupos apenas na zona de Leiria. As novas localizações estão dependentes da área de influência dos voluntários/ monitores, por isso, quantos mais voluntários estiverem disponíveis, mais grupos em mais zonas aparecerão (se tem vontade de criar um grupo na sua zona de residência ou se conhece alguém que possa estar interessado/ disponível, clique aqui ou contacte-nos através do email ludotempo@gmail.com! As localizações dos grupos vão sendo indicadas em www.facebook.com/brincarderua.

1.3 Quem se pode inscrever no programa?

Qualquer criança entre os 5 e os 12 anos. Atenção: as idades são meramente indicativas; se os pais julgarem que a sua criança tem autonomia suficiente e os voluntários do grupo concordarem, uma criança de 4 ou de 13 pode inscrever-se.

1.4 Posso levar o meu filho para experimentar, para ver se gosta?

Todas as crianças gostam de brincar! Está na sua natureza e é uma componente determinante para o seu desenvolvimento. É claro que todas as crianças são bem-vindas para “experimentar”, no entanto é importante que os pais tenham em mente (pelo menos) duas coisas:

  1. uma sessão não chega para perceber a dimensão do Brincar de Rua - há novos amigos a fazer, há a relação com novos adultos e por muitas conversas que os pais tenham tido com os filhos sobre o assunto há muita coisa nova para absorver no espaço/ tempo do Brincar de Rua;
  2. os voluntários só monitorizam crianças que estejam devidamente inscritas no programa, o que quer dizer que qualquer “experiência” exige a presença integral dos pais/ adultos responsáveis.

1.5 O que é um “dispositivo de geolocalização”?

O dispositivo de geolocalização é uma ajuda para assegurar que, em último caso, se consegue encontrar uma criança do grupo em segundos. Na verdade é um relógio que tem uma antena GPS (como a que existe nos telemóveis ou nos carros) e que se liga ao telemóvel do monitor. Isto permite que, em caso de emergência, o monitor possa ser alertado para o facto de uma criança estar a sair do perímetro de segurança definido para o grupo; ou, caso o monitor não esteja a ver uma criança, poder consultar a sua posição real em segundos.

Este é um sistema de retaguarda. O programa define vários protocolos de segurança e os monitores são treinados para os executar. O fator humano é o principal foco do Brincar de Rua.

A utilização dos geolocalizadores não é obrigatória; o grupo (pais/ cuidadores) decidirá se quer ou não utilizá-los.

1.6 O facto dos miúdos usarem um dispositivo de geolocalização quer dizer que andam por onde quiserem, sem monitorização dos adultos?

Não, de forma alguma. Cada grupo comunitário de brincar tem uma localização fixa e um perímetro de segurança definido, que é do conhecimento dos monitores, das próprias crianças, dos pais e de eventuais parceiros de segurança do grupo. Isto quer dizer que as crianças podem brincar dentro da área definida e apenas aí. Os monitores são instruídos para controlar visualmente esse perímetro e intervir sempre que necessário.

1.7 Os pais podem ficar a ver as sessões?

Sim, claro. Os pais são bem-vindos, mas não são incentivados a participar nas sessões propriamente ditas. Porquê? Este é um espaço para as crianças descobrirem, partilharem e se exprimirem livremente, com os seus pares. A “interferência” (mesmo que bem intencionada) dos pais vai alterar a natureza desse espaço e consequentemente adulterar um dos objetivos centrais do Brincar de Rua - promover o desenvolvimento “natural” de competências pessoais e sociais. No entanto, incentivamos os pais a organizarem-se para criarem outros espaços e tempos de partilha em família e em comunidade, por exemplo ao fim-de-semana.

1.8 O que fazem as crianças?

Brincam! Sem imposições dos adultos. Sem pressas. Ao sabor da sua imaginação e vontade. Podem brincar sozinhos ou em grupo; podem correr, saltar, construir ou simplesmente desenhar com o giz no chão; podem trazer os seus brinquedos de casa ou brincar com objetos que existam na área do Grupo Comunitário de Brincar. Há duas regras essenciais:

  1. as crianças podem brincar ao que quiserem, desde que não se trate de brincadeiras “digitais”;
  2. as crianças têm que respeitar os seus colegas, os monitores e o espaço onde estão inseridas.

1.9 Existe um prazo específico para realizar as inscrições?

Não. As crianças podem inscrever-se a qualquer altura do ano e iniciar novas brincadeiras e fazer novos amigos em qualquer momento até o grupo registar 15 inscritos!

1.10 Quanto custa a inscrição no Brincar de Rua?

O programa é gratuito para sócios da Ludotempo - Associação de Promoção do Brincar, ou seja se a criança que vai inscrever for sócia da Ludotempo - APB, poderá usufruir livremente do programa.

1.11 Em que altura do ano é que o Brincar de Rua funciona?

Durante todo o ano! Desde que as condições meteorológicas o permitam, as crianças podem usufruir do Brincar de Rua. Cabe à equipa de monitores decidir pela não realização duma sessão (informando sempre os pais) e, em última análise, aos pais decidirem que o seu filho vá ou não a determinada sessão.

1.12 Como sei os horários?

Os horários são inteiramente definidos por cada grupo, de acordo com a disponibilidade dos monitores. Se existe um Grupo Comunitário de Brincar em que gostava de inscrever uma criança e se não encontrou o horário na página, contacte-nos.

1.13 Quanto tempo duram as sessões?

No mínimo, duas horas seguidas por semana. Isto quer dizer que, pelo menos uma vez por semana, as crianças do bairro de cada grupo comunitário de brincar se podem juntar para brincar em segurança. O número de vezes que o grupo se reúne por semana é definido de acordo com a disponibilidade dos monitores. Nota importante: cada criança pode entrar e sair a qualquer hora, desde que autorizada e acompanhada por um adulto responsável.

1.14 Porque é que tem que haver uma inscrição?

Sobretudo por razões de segurança. Porque os monitores têm que saber quem são as crianças do grupo e quem são os responsáveis pelas crianças; porque existe uma obrigação legal da existência dum seguro de acidentes pessoais.

1.15 É seguro?

As questões de avaliação e prevenção de segurança foram e são a nossa principal preocupação. Todo o programa foi construído tendo por base o contributo de especialistas na organização de atividades para crianças, especialistas em desenvolvimento e comportamento humano, agentes de segurança, entre outros.

Algumas das medidas (visíveis) que tomamos para fazer face a esta necessidade: os grupos funcionam sempre com um mínimo de 2 monitores no local/ hora da sessão; os monitores são avaliados pela equipa, têm registo criminal que lhes possibilita trabalhar com crianças, e passam por um processo de formação antes de iniciar um grupo comunitário de brincar; as crianças podem usar dispositivos de geolocalização nas sessões; há um sistema restrito de controlo de entradas e saídas de crianças; há uma metodologia específica de ação de monitorização dos grupos; as crianças têm acesso a um seguro de acidentes pessoais; o programa tenta sempre estabelecer uma relação de parceria com as forças locais de segurança e com outros parceiros locais.

Para além de tudo isto importa ainda destacar que o programa já foi testado e avaliado positivamente em várias instâncias.

Em síntese, temos um lema (no que diz respeito à prevenção da segurança) com os nossos voluntários: cuidar dos filhos dos outros como se fossem os nossos filhos!

1.16 O que é que as crianças fazem nas sessões?

Brincam livremente, sem recurso a tecnologias (não, não somos contra as tecnologias nas vidas das crianças; apenas queremos que nos grupos comunitários de brincar possam ter também acesso a outras experiências). O mesmo é dizer que têm um espaço e tempo para descobrir, desafiar(-se) e aprender, por eles próprios, de forma natural, individualmente ou com os colegas do grupo. O limite é a sua imaginação e as restrições naturais do espaço onde se reunir cada grupo comunitário de brincar. As crianças podem inventar brincadeiras, jogar à bola, levar os seus próprios brinquedos (não digitais/ tecnológicos), descobrir o espaço natural, construir… a regra central a cumprir é que têm que respeitar as pessoas, os animais e o espaço onde estão a brincar!

1.17 Existem horários fixos?

Sim. Cada grupo reúne em dias e horas fixadas pelos seus monitores e devidamente anunciadas às famílias. No entanto, as crianças podem chegar e sair às horas que quiserem, desde que devidamente acompanhados e autorizados pelos adultos responsáveis. Não há pressões, nem correrias (sem ser a brincar)! O Brincar de Rua respeita o ritmo das crianças, a sua disponibilidade e a disponibilidade dos seus cuidadores e, sobretudo a capacidade de imaginar e criar desafios de cada um!

 

2. Sobre os monitores/ voluntários

2.1 Quem pode ser monitor no Brincar de Rua?

  • Se tem mais de 18 anos;

  • no mínimo duas horas disponíveis por semana, ao final do dia (ou ao fim-de-semana), durante um ano letivo;

  • perfil adequado e disponibilidade para estar com crianças;

  • vontade de possibilitar que as crianças da sua rua ou zona de residência tenham oportunidade para brincar num espaço público seguro, como provavelmente você o fez...

...pode inscrever-se para ser voluntário Brincar de Rua! Os voluntários são submetidos a um processo de recrutamento feito pela equipa de da Ludotempo - Associação de Promoção do Brincar; para além do perfil pessoal adequado, devem apresentar um registo criminal que os habilite à interação com crianças.

 

2.2 Quais são as funções do voluntário?

  1. Completar a formação ministrada (dessa formação faz parte a seleção e validação do local do Grupo Comunitário de Brincar).

  2. Ajudar a divulgar o seu Grupo Comunitário de Brincar.

  3. Estar com as crianças da sua rua/ bairro durante, no mínimo, duas horas por semana, zelando para que se mantenham dentro da zona de segurança definida e ajudando sempre que for necessário.

  4. Tratar da logística do grupo (gerir quem chega e quem sai; encontrar um café ou uma empresa na zona onde as crianças possam fazer o seu xixi, se necessário; guardar os coletes refletores...)

Nota: Os Grupos Comunitários de Brincar SÓ PODEM FUNCIONAR com um mínimo de dois voluntários.

 

2.3 Como se processa?

  1. submeter uma pré-inscrição, clicando aqui [link para o formulário]

  2. ir a uma entrevista de recrutamento (se for aprovado(a) deverá entregar também um registo criminal que habilite a trabalhar com crianças

  3. completar a formação

  4. conhecer o(s) seu(s) colega(s) voluntário(s)

  5. começar as atividades do seu Grupo Comunitário de Brincar!


 

2.4 Existe um programa de atividades que as crianças tenham que cumprir?

Não. No Brincar de Rua, as crianças escolhem o que querem brincar e com quem querem brincar, sem interferência dos adultos (mas atenção: não são permitidas brincadeiras/ jogos digitais!)

 

2.5 Quero criar um grupo comunitário de brincar: O que tenho que fazer?

Em primeiro lugar, manifestar a sua disponibilidade, pré-inscrevendo-se clicando aqui.

A partir daqui iniciar-se-á um processo de seleção que envolve uma análise do perfil do voluntário através de entrevista.

Se passar à fase seguinte e se tiver um registo criminal limpo entrará num processo de formação, com uma turma e equipa específicas.

De seguida terá que completar o processo de formação onde também participará na seleção do local do Grupo Comunitário de Brincar (caso este ainda não esteja definido).

A partir daqui, é só aproveitar o final de tarde para passar um bom bocado com as crianças do seu bairro, com a certeza de que está a contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e social!

 

2.6 Os monitores são remunerados?

Não. Todos os voluntários terão acesso a um seguro de acidentes pessoais.

 

2.7 Em que consiste o programa de formação?

Trata-se dum processo interativo, que consiste essencialmente em 3 módulos: Gestão de grupos (como lidar com as crianças), Gestão de crises/ emergências (lidar com cenários de emergência) e Ativação comunitária (como utilizar o grupo para melhorar a vida de cada comunidade).

Para facilitar a gestão de tempo dos voluntários, a formação é essencialmente online, havendo um momento de reunião presencial do grupo.

 

2.8 Que tipo de apoio é que a Ludotempo - APB dá aos monitores/ voluntários e aos grupos em si?

A cada monitor será atribuído um mentor da Ludotempo - APB; esse mentor estará em contacto direto com os monitores. O mentor para além de responder a todas as dúvidas dos voluntários, poderá ajudar na sugestão de formas de resolver problemas dentro dos grupos, facilitar o contacto com os parceiros locais, ajudar na estruturação duma iniciativa paralela que os voluntários queiram realizar (p. ex. um encontro de famílias, ou uma ação local de sensibilização).

 

2.9 Quanto tempo tenho que dispôr para participar no programa enquanto monitor/ voluntário?

Apenas 2 horas por semana, durante um ano letivo. Se tiver mais tempo, melhor. Os horários dos Grupos Comunitários de Brincar são definidos de acordo com a disponibilidade dos voluntários.

 

Mais questões?

Se o “bichinho” do Brincar de Rua está aí, mas ainda existem questões, não hesite em contactar-nos. A sua comunidade precisa de si e nós queremos assegurar-nos que tem todas as condições para poder criar esta oportunidade única para as crianças da sua rua/ bairro.